O jornal digital Observador, transcrevendo uma notícia da Lusa sobre a primeira volta da eleição presidencial no Chile, chama «advogado ultracatólico» ao candidato conservador José Antonio Kast, que enfrentará no segundo e decisivo escrutínio, em Dezembro, a comunista Jeanette Jara – por sua vez ali identificada como «progressista».
Interrogo-me o que será um «ultracatólico».
O Papa?
O Estado do Vaticano?
O putativo líder bloquista José Manuel Pureza, apresentado há dias no Público como «católico-militante», será igualmente ultra?
Interrogo-me também se a Lusa e o Observador, por coerência, usarão as designações “ultra-islâmico” ou “ultra-muçulmano”. Havendo critério uniforme, dir-se-ia que sim. Mas fiz a pesquisa e recebi esta resposta: «nenhum resultado».
Só haverá “ultras” entre os católicos? Talvez um futuro texto do Observador me esclareça.
Irei esperar. Sentado.

Ultra-muçulmano devolve
Depende do uso do AO
Igual.
Executei pesquisa, devolve resultados.
Esta é bem-educada. Outras mandam-nos à merda.
A expressão “ultra” nunca designa nada de bom. Tudo o que possa ser designado por “ultra” costuma tresandar a populismo, a radicalismo anti-democrático e a intolerância.
Os “ultras” são o novo “ópio do Povo”, de que são exemplo paradigmático os extremismos ideológicos, tanto os conotados com a Direita como os conotados com a Esquerda, todos intrinsecamente pautados pelo dogmatismo e pelo fanatismo.
No caso em apreço, restará saber se a designação “ultra” também seria utilizada noutras situações, ainda que saibamos que a “categorização” é recorrentemente utilizada como uma tentativa de explicar a realidade…
Curioso que na mesma notícia Lusa-Observador a candidata comunista nunca surge como “ultra”. Será infra, antónimo de ultra?
Se calhar, Pedro, ser comunista já lhe basta e talvez esse já seja um martírio suficiente, quanto mais ainda ser “ultra”… Coitada da candidata, tenhamos piedade de algumas almas…
O título da notícia também é interessante: “Vitória da esquerda não evita segunda volta das presidenciais no Chile”. Como se fosse surpresa total esta segunda volta que toda as sondagens anteciparam. Como se o escrutínio tivesse ficado decidido à tangente.
Vou aguardar com expectativa o título do Observador (e da Lusa) se na eleição presidencial de Janeiro o candidato mais votado tiver também 27%.
Será, na mesma linha, “Vitória de X não evita segunda volta das presidenciais em Portugal”?
“A expressão “ultra” nunca designa nada de bom”
Exemplo: ultramar, ultrapassar (pode haver um acidente), etc.
Até já houve um Banco Ultramarino.
Ultraje, etc.
Ultra não é “expressão”, é um prefixo.
Jornalismo papagaio.
É mais fácil fazer “copy & paste” do que pensar pela própria cabeça.
Corta-e-cola, como se diz em bom português.
“como se diz em bom português.” Agora o que interessa é bom inglês. Mesmo o bom está a mais.
Com o acordo ortográfico nunca se sabe o que é bom português. Na prática tudo serve.
Ninguém quer saber de bom inglês para nada.
O que se palra agora é o “amaricano” macarrónico. Basta ouvir o “noticiário desportivo” antes e depois dos jogos de futebol. Cada calinada mais arrepiante do que a outra, em antena aberta na rádio e na TV.
Ultra-católico é uma pessoa que leva a peito todos os mandamentos do catolicismo, incluindo aqueles que a maioria dos católicos não pratica, como a proibição do aborto e dos contracetivos artificiais, e que deseja impôr esses (ou pelo menos alguns) mandamentos a toda a sociedade através da lei do Estado.
Ultra-islâmico é o quê?
E ultra-hindu?
E ultrabudista?
E ultra-ateu?
E ultra-som? E ultra-violeta?
«Ultra-som, televisão, / desembarque em foguetão / na superfície lunar.»
(Vénia ao grande poeta António Gedeão)
Não há “ultra-muçulmano” mas há “muçulmano fundamentalista”, que é basicamente a mesma coisa. Tal como há “judeu ultra-ortodoxo”.
E há ultraprotestantes?
Há ultra-ortodoxos?
O primaz da Demonolândia que em Moscovo abençoa as ogivas do ditador Putin não é ultra?
Ultra-ortodoxos, escrevem isso.
Ultra-ignorantes escrevem vírgula entre sujeito e predicado.
Há ultra-ortodoxos?
Escrevem isso, ultra-ortodoxos.
Os ultra-arrogantes nunca dão parte de fraco.
A questão não é haver ou não haver.
A questão é que a imprensa portuguesa não usa essa linguagem, só aplica “ultra” aos católicos.
Começando (lamentavelmente) pela Lusa.
Ninguém chama “ultra-ortodoxo” ao sanguinário ditador russo.
Observador um jornal esquizofrénico. Com um redacção da ultra-esquerda e comentadores da direita A redacção provavelmente diria que são da ultra direita.
Talvez não haja matéria prima, os jornalistas saem já peneirados dos cursos de “jornalismo”….e a profissão atrae quem tem tendências moralistas…o telejornal/jornal substituiu a ida á igreja na definição do que é o bem e do mal, por isso os jornalistas hoje são os padres da ultima religião com que se acredita que podemos atingir o Paraíso no Ocidente: A Politica.
E como a direita nunca acreditou muito no paraíso terreno, a profissão atrae logo á partida a esquerda proselita….
Veja-se como no Ocidente a Politica arroga-se de ser capaz de controlar o clima -nenhuma outra religião o promete – em décimas de grau e o CO2 é um pecado muito sério.
Só a redacção é ultra? Os comentadores não são ultra?
“Ultra-católico” será mais católico do que “super-católico”? E “muito-católico”, onde é que se posiciona nesta escala? E “hiper-católico”, é mais ou menos do que “ultra”? E haverá “assim-assim-católico”?
Balio, sempre dos primeiros a balir, jura que “ultracatólico” é cumprir os mandamentos da Igreja.
Presume-se, neste caso, resposta afirmativa à pergunta que aqui deixei: “O Papa é ultracatólico?”
Faz algum sentido designá-lo assim?
Mas cumprir mandamentos não será ponto de partida para praticar uma religião, seja qual for?
O prefixo ultra indicia ir além dessas normas, não ser fiel a elas.
Permanece entretanto sem resposta outra pergunta: que critério jornalístico justifica que tal rótulo seja apenas usado relativamente aos católicos?
O “assim-assim católico” não será o “católico não-praticante”? Os auto-denominados “católicos não-praticantes” sempre me pareceram bastante assim-assim.
É um oxímoro.
Interrogo-me, noutro contexto, o que será um “benfiquista não praticante” ou um “melómano não praticante”.
No primeiro caso, um daqueles ultrões proibidos de entrar na sua própria catedral; no segundo, talvez um surdo, mas não congénito.
a opus dei , por exemplo . há os católicos ligeiros não praticantes e há os que usam cilícios e que levanta ajoelha senta levanta ajoelha senta de rosário na mão e que tomam refeições inteiras de hóstias. e não usam anticoncepcionais ( coisa do demónio) e não comem carne na quaresma , só lagosta.
Um “ultracatólico” adopta apenas a posição de missionário?
sim , e com um lençol entre eles só com um buraquinho no sitio

Entre ultramuçulmanos, de burca e de burco, onde será o buraco?
É um campo operatório…? Já se vendem em embalagens descartáveis, é mais higiénico.
É um poncho…?
Se for na Madeira, é poncha.
Talvez noutra ocasião, que emponchado o missionário pode até enganar-se no tal buraquinho…
É uma bela invenção, a poncha madeirense. Outra é o “Maracujá do Ezequiel” de S. Miguel, nos Açores. Duas maravilhas insulares.
Tenho boas recordações, “in loco”, desse maracujá.
“In loco” pois claro, que por cá o “Ezequiel” é (era?) uma raridade para se encontrar. Eu trouxe de lá algumas garrafas para oferta no Natal, foi um tremendo sucesso, aquilo é mesmo muito bom – tem aliás um receita bastante elaborada, que mete estágio em cascos de carvalho e tudo… Uma delícia.
a opus ultracatólica ; já o católico militante é isto itante,_Padecente_e_Triunfante
https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Mil
No livro de estilo da Lusa (e, por arrasto, do Observador), um “ultracatólico” segue isto: da_Igreja_Cat%C3%B3lica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Doutrina_
“Por isso, o católico é obrigado a aderir, aceitar e acreditar nos dogmas de uma maneira irrevogável” OMG , parece que de católica já só tenho o baptismo.
suponho que sou apenas cristã militante , sem igreja pelo meio : “o Senhor é o meu Pastor” e ponto.
Hum… isso também pode ser considerado “ultracatólico”.
Bom dia Pedro. Já expliquei a várias pessoas com essa perplexidade que um ultracatólico se distingue dos católicos comuns por, na altura da comunhão, exigir duas hóstias.
Deve ser isso, meu amigo.
Ou então frequentar duas vezes a missa ao domingo.
Duas vezes a missa ao domingo não digo; mas conheço algumas pessoas que vão diariamente à missa, embora só comunguem ao domingo. E não têm nada de ultras, garanto.
O Observador, por vezes, anda com a vista nublada.
Ah. Supunha que esses eram os ultramontanos… Então e os ultramontanos, exigem o quê?
E os ultramontanos ultramarinos ultrajados?
É preocupante.
Ultrapassam com facilidade, por exemplo recebendo mesmo uma fatia de vero pão.
Os mais ultras até levam uma manteiguinha e vão tomar o pequeno-almoço à missa, para se aproximarem o mais possível do espírito da Última Ceia, eheheh.
Este Kast, admirador do Pinochet, é filho de um genocida NAZI, que fugiu para a Argentina no final da 2.ª guerra Mundial, apoiado pelo Vaticano ( Papa Pio XII ) e pela Cruz Vermelha.
É muito provável que chegue ao poder, porque a Direita, quando está em apertos vota toda na família, seja católica ou protestante
Aí estão os filhos dos NAZIS no poder. Não vai ser só no Chile, infelizmente. Sinais dos tempos….
Já o general Perón, que acolheu milhares de nazis na Argentina após a II Guerra Mundial, era “figura histórica da esquerda e da justiça social”, segundo o sempre bem informado jornal “Público”. t/o-amigo-de-nazis-era-figura-da-esquerd a-18674647
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.p
Estou a constatar um facto. Agora entrar no futebolês de que o adversário também foi beneficiado por um penalti, não entro nesse jogo. E é obvio se grande parte dos NAZIS fugiram para a Argentina, no final da segunda guerra (1945 ) foi com o beneplácito de quem governava na altura, que era o Péron. Agora nada disto invalida o meu comentário supra referido.
Agostinho, o primeiro presente de Estaline após ter assinado o pacto de amizade com o NAZI Adolf Hitler em 1939 foi ceder cerca de 600 comunistas alemães à Alemanha NAZI, a maioria dos quais eram judeus.
Foi um dos maiores actos de traição cometidos no movimento comunista internacional.
Durante dois anos Estaline permaneceu ajoelhado perante o império NAZI. E obrigou os partidos comunistas europeus (incluindo o português) a ajoelhar também.
Estaline colaborou activamente no esforço de guerra alemão fornecendo ao seu comparsa e aliado NAZI abundante petróleo, toneladas de cereais e outras matérias-primas que alimentaram a máquina bélica de Berlim.
Quando vocês o idolatram, tornam-se um pouco NAZIS também.
Uns fugiram para a Argentina, outros nem precisaram de fugir para entrar nos US. Outros, de bom ou mau grado, preferiram o leste europeu.
Esses foram “convidados” a permanecer em solo germânico, contribuindo para “edificar o socialismo” na República “Democrática” Alemã.
Não, foram mesmo para a casa-mãe ajudar no desenvolvimento tecnológico da causa. De qualquer modo, a Argentina tem má fama, mas não foram os únicos a receber gente menos recomendável em nome do “bem maior”, que ultrapassa sempre os moralismos das democracias.
Ultra
Extremista
Radical
Acoplar a
Direita
Esquerda
Conservador
Progressista
Religião qualquer
Vai dar ao mesmo.
O Charlie Kirk foi alvejado como activista de extrema-direita e morreu como activista conservador.
Foi alvejado não: foi assassinado.
Andamos o tempo todo a tropeçar em eufemismos, induzidos em larga medida por canais noticiosos que evitam chamar as coisas pelos seus nomes.
Agora, por exemplo, ninguém morre: limita-se a “partir”. Como se fosse num cruzeiro às Maldivas.
Escrevi correctamente. Foi alvejado como.
Não foi alvejado, foi assassinado.
Lamento que continue sem perceber a diferença.
Diria que um ultra-catolico (ou qualquer outra coisa) é um católico que não tolera (ou aceita) uma visão do catolicismo diferente da sua.
Estes adjectivos e ultra-adjectivos perderam o seu real significado, qualquer um agora é extremo qualquer coisa, radical do isto, extremista do aquilo, comunista ou fachista, conforme a eminência que aplica a etiqueta.
Estas etiquetas nada têm a ver com rigor jornalístico. Desde logo porque se aplicam apenas a uns candidatos e não a outros. E porque se aplicam apenas a uma confissão religiosa (católica) deixando as outras de parte.
Alguém chamou “ultra-islâmico” ao recém-eleito presidente da câmara de Nova Iorque, muçulmano praticante?
Rigor só se for rigor mortis. Do jornalismo.
Esses adjectivos (e o ódio), mais os verbos como “arrasou” e quejandos, o meu treinado cérebro já está treinado para passar à frente. São escolhas de quem lê e de quem escreve. Acredito que sou uma excepção, e muitos amam isso.
“Arrancou”, em vez de começou ou iniciou.
E “caiu que nem uma bomba” a propósito de tudo e mais um par de botas. Uma das expressões mais corriqueiras e mais imbecis do jornalismo português.
O drama, o horror, a tragédia, hoje é eufemismo.
Isso da bomba é mais um import.
“,Caiu que nem uma bomba.” plosions-shake-western-ukraine-after-rus sias-missile-drone-attacks-2025-11-19/
É uma frase-feita, frivola e totalmente irresponsável, que vou ouvindo em noticiários a propósito de temas irrelevantes.
Enquanto as bombas verdadeiras, os mísseis e os drones homicidas continuam a cair dia após dia há quase quatro anos na Ucrânia.
Ontem o genocida Putin assassinou pelo menos mais 26 civis – três dos quais crianças. Que não têm “flotilhas” em seu socorro.
https://www.reuters.com/world/europe/ex
E o Trump lá voltou cozinhar com o Putin outro “acordo irrecusável” nas costas da Ucrânia, que já anda a ser “comunicado” às pinguinhas, com certeza para aferir a reação… Pelas pinguinhas que se vão conhecendo consegue ser a proposta mais ignóbil e desvairada apresentada até agora, com todas as “exigências” do costume e mais alguns acrescentos – como a Rússia “arrendar” territórios à Ucrânia!! Os territórios ricos em terras raras, evidentemente.
O Trump é um completo destrambelhado, e deve ter o rabo bem preso num “kompromat” qualquer nojento, a condizer com ele. O “Daily Show” tem mostrado alguns dos “emails Epstein” em que o Trump é mencionado (enfim, são quase todos), e essa possibilidade de “o Putin ter fotografias do Trump” aparece expressamente mencionada.
🇨🇱 A Ultraconfissão
O ultracatólico chileno, José Antonio Kast, entra no confessionário.
O ar é ultradogmático.
Do outro lado da grade, o ultrapadre
Kast, ultracabisbaixo, começa:
— Ultrapadre, a culpa é minha. Ultimamente, tenho sentido um ultrapeso no coração… O ultraperonismo está a subir. As minhas ultrapromessas de campanha não estão a ser cumpridas. O povo chileno está a ficar ultradescontente. Serei eu um ultramauexemplo?
O ultrapadre suspira ultradecepcionado.
— Meu ultrafilho… A culpa é sua, sim. Mas não por essas ultrabanalidades terrenas! O seu ultrasofrimento é a sua missão. Deve ser um ultramártir na luta contra o ultracomunismo e o ultragénero.
O ultrateste de Deus é difícil mas é uma ultrabendição disfarçada que só os ultrafiéis conseguem perceber. Vá em paz, e lembre-se: quanto mais ultrasofrer, mais perto está da ultravitória final!
Kast sai do confessionário, de alma ultralavada. As bandeiras da sua campanha parecem, de repente, ultrabrilhantes. A culpa era sua, mas no fundo, não era. Era um ultrabanho de ultrasanto marketing político.
E saiu de lá como? De ultraleve?
Não, saiu de lá ultrajado.
Ultraje é Putin continuar a assassinar dezenas de civis na Ucrânia com ex-majores-generais tugas da NATO a elogiá -lo, ruminando pipocas, sentados na primeira fila da claque.
https://www.reuters.com/world/europe/ex plosions-shake-western-ukraine-after-rus sias-missile-drone-attacks-2025-11-19/
O General em causa, que agora descobriu as virtudes russas (depois de uma vida a mamar na NATO), é a prova de que a reforma não traz sabedoria, traz apenas tempo livre para dizer asneiras na televisão.
Já havia secretários-gerais, mas este inova: é sectário-general. Os muçulmanos oram virados para Meca. Este devoto de Putin prega sempre virado para Moscovo.
É tão”sectário-general” que, se o Putin espirrar na Rússia, este gajo aqui em Portugal já está a distribuir pastilhas para a garganta e a dizer que foi uma “operação especial de desentupimento nasal”. É só mais um comentador que trocou a análise pela hagiografia barata. Um dia ainda o prendem por excesso de bajulação.
Não sei se é ultracatólico, sei é que reivindica o legado do ditador Pinochet
“Se Pinochet estivesse vivo, votaria em mim” afirmou o candidato José António Kast.
Isso é ser “ultracatólico”?
Há SuperMercado, HiperMercado, faz falta um UltraMercado. Adiante, nunca ví ou lí semelhante estupidez, o ultra entrou na boca e escrita de qualquer jornalista. É de esquerda? Não? Então é de ultra extrema direita.
E há também ultraliberais, rótulo repetido até à náusea pela imprensa que adora mandar o rigor às malvas.
Aliás os liberais extinguiram-se: agora só existem “ultraliberais” (há 15 anos eram todos “neoliberais”).
Curiosamente, nunca oiço falar em ultra-socialistas.
Um post com comentários ultra-cómicos, com alguns extremo-putinismos, e neo-intelectualismo de esquerda, pontuado com radicalismo de soberba.