
A 9 de Outubro de 1261, nascia o segundo filho do rei D. Afonso III e da rainha D. Beatriz, o príncipe herdeiro, pois sua irmã mais velha, a infanta D. Branca, só seria considerada na linha de sucessão em situações de emergência.
D. Afonso III vivera na corte francesa, protegido por sua tia Branca de Castela, rainha de França. Resolveu, assim, dar o nome de um santo francês (Saint Denis) ao seu sucessor.
À altura do seu nascimento, D. Dinis era ilegítimo, já que o casamento dos pais não havia sido ainda reconhecido pela Igreja.
Além da infanta D. Branca, D. Dinis teve mais cinco irmãos:
Infante D. Afonso, nascido a 6 de Fevereiro de 1263
Infanta D. Sancha, nascida a 2 de Fevereiro de 1264 (morreu com cerca de vinte anos)
Infanta D. Maria, nascida em Fevereiro ou Março de 1265 (morreu com pouco mais de um ano)
Infante D. Vicente, nascido a 22 de Janeiro de 1268 (morreu ainda criança)
Infante D. Fernando, nascido em 1269, morrendo pouco tempo depois.

Naquele tempo as mulheres emprenhavam depressa. A rainha tinha um filho por ano…
As mulheres da alta nobreza não amamentavam os filhos. A amamentação evita a gravidez. As mulheres que o faziam, regra geral, engravidavam de dois em dois anos.
A amamentação evita a gravidez.
Isso não é totalmente verdade. Quando a amamentação é feita de acordo com horários fixos – como a maior parte das mães atualmente faz, com o bebé a mamar de 3 em 3 ou de 4 em 4 horas -, ela tem algum efeito contracetivo mas não evita, de todo, a gravidez.
A amamentação é de facto contracetiva quando é feita da forma tradicional, em que a mãe transporta o bebé perto do peito e o bebé chupa a mama um bocadinho sempre que lhe apetece, sem horários nem ritmos. Essa é a forma como os povos primitivos amamentam, e é perfeitamente contracetiva.
Na aldeia transmontana, onde o meu pai nasceu, ainda era comum as mulheres terem filhos de dois em dois anos, até aos anos 60 do século XX. Cerca de metade das crianças morria, antes de completar os dois anos. Assim aconteceu também com quase metade dos irmãos do meu pai (morreram seis, sobreviveram sete). Idade Média em pleno século XX.
Assim aconteceu também com quase metade dos irmãos do meu pai (morreram seis, sobreviveram sete).
Aflitivo, de facto.
Uma vez, há muito tempo, um primo do meu pai (na Bairrada) disse-me que tinha tido cinco filhos, dos quais dois morreram na infância. Fiquei muito impressionado com tal mortandade (que terá sido na década de 1960). Agora, treze filhos com seis a morrerem, é muito pior.
Autour du tombeau de saint Denis se développe à partir du ive siècle une basilique progressivement agrandie. Ce lieu de dévotion pour ce saint évangélisateur et martyr du iiie siècle, prend une nouvelle dimension à partir du
viie siècle lorsque le roi Dagobert choisit la basilique comme dernière demeure, et y établit probablement un monastère….
La chute de la monarchie, le 10 août 1792, remet la basilique au cœur de l’histoire : les révolutionnaires veulent détruire en 1793 la nécropole en tant que symbole d’une monarchie alors haïe. À ce mouvement destructeur
correspond, au xixe siècle, une entreprise de restauration : la Basilique illustre la volonté de conserver et d’entretenir le patrimoine national. D’abord initié par Alexandre Lenoir puis par François Debret, c’est ensuite Viollet-le-Duc
A catedral de Saint Denis, nos arredores de Paris, foi a primeira catedral gótica. Todas as outras se inspiraram nessa nova forma de construção. Saint Denis tinha grande importância, em França, a razão que terá inspirado D. Afonso III a dar esse nome ao seu sucessor.
Por causa da importância e por ser o dies natalis do dito santo.
Como acontecerá também no caso do Infante Vicente.
Resolveu dar o nome de um santo francês ao seu sucessor.
Atualmente há muitos portugueses com nomes franceses.
Assim sem esforço lembro-me de uma Martine, uma Angélique e uma Angeline.
Hoje em dia, os nomes são mais internacionais. Olhe, muitos alemães nascidos nos anos 1990 e início de 2000 chamam-se Luís, por causa do Luís Figo. Talvez também haja alguns Ronaldos, mas este não provocou onda tão grande. Enfim, os alemães nunca gostaram dele, mas é curioso que tenho visto, nos últimos tempos, várias crianças com a camisola do Ronaldo.
Hoje em dia, os nomes são mais internacionais.
É verdade. quando vivi na Alemanha, por volta da Wiedervereinigung, encontrei uma data de Guidos.
Sim, um nome bastante comum, há umas décadas. Até houve um Ministro dos Negócios Estrangeiros, também vice-chanceler, chamado Guido Westerwelle.
Hoje, já não se ouve tanto.
Havia sempre uns bastardos que também eram irmãos, só assim a Europa podia competir naqueles tempos com a proliferação da mouraria que naqueles tempos nos rodeava.
Hoje a Europa já não reage mais.
Nessa altura, era assim em todo o lado, não só na Europa.
Havia “mouraria” em Portugal, Espanha e no Sul de Itália. De resto…