Em Outubro de 1324, D. Dinis fez-se ao caminho de Santarém, como de costume. Tinha-se tornado um hábito passar o Natal e o fim do ano naquela cidade, só regressando a Lisboa na Primavera. Naquele ano, porém, D. Dinis fora desaconselhado a empreender a viagem, devido ao seu precário estado de saúde. A rainha D. Isabel tratava dele, administrando-lhe pessoalmente os remédios.
Durante a viagem, D. Dinis sentiu-se tão mal, que a rainha mandou chamar o filho D. Afonso, encontrando-se este em Leiria. Depois de uma desgastante guerra civil, o rei e o seu herdeiro haviam assinado as pazes a 26 de Fevereiro daquele ano. A guerra terminara, mas os dois continuavam desentendidos, não se falavam e evitavam encontrar-se.
Vendo o pai em tão mau estado, porém, o infante tudo fez para cuidar dele. Com a sua ajuda, D. Dinis chegou a Santarém, onde melhorou um pouco.
Mas o destino do Rei Lavrador estava traçado. Sentindo a morte aproximar-se, fez o seu terceiro e último testamento a 31 de Dezembro. Morreria a 7 de Janeiro seguinte, com 63 anos.

«Em Coimbra, onde a Rainha Santa Isabel passou os seus últimos anos e onde está sepultada no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, a sua memória é celebrada de forma especial. O Dia da Cidade, celebrado a 4 de julho, coincide com a data litúrgica da Rainha Santa, destacando o profundo vínculo entre Isabel e Coimbra. A cada dois anos, as ruas da cidade enchem-se de fiéis para a grandiosa Procissão da Rainha Santa, que transporta o seu andor pelas ruas, num ato de devoção que atrai peregrinos e visitantes de todo o país. Este evento mantém viva a ligação espiritual entre Coimbra e a sua padroeira.»
Faleceu em Estremoz. O cortejo fúnebre deve ter percorrido o caminho romano usado pela Ordem dos Hospitalários e pelas peregrinações a Compostela.
De momento, não lhe sei dizer que trajecto foi utilizado (nem lhe sei dizer se é conhecido). Posso já ter lido sobre isso, mas há vários anos.
Estando em Estremoz, podia optar por um trajecto pelo interior, onde havia igualmente caminhos romanos. Mas também podia ter ido apanhar a “A1”, perto de Lisboa. O trajecto da actual A1 (ou melhor, da EN1), acrescentado da A3, até Braga, é ancestral, no nosso país (ou deveria dizer “território”, pois é muito mais antigo do que Portugal?). O caminho romano, a partir de Lisboa, passava por Santarém, Tomar, Conímbriga, Coimbra, Porto (mais exactamente, “Cale”- Gaia), e ia até Braga.
A propósito, e para quem tiver interesse: oloquio-evocativo-dos-700-anos-da-morte-d o-rei-d-dinis-nos-100-anos-do-nascimento-d e-joaquim-verissimo-serrao-santarem-21-n ov-2025/
https://www.museudiocesanodesantarem.pt/c