Um destroço moral


Pedro Correia,

 

A evocação do 11 de Setembro, no 25.º aniversário da trágica efeméride, não contou com o chefe do Executivo norte-americano na cidade-mártir do mega-atentado terrorista de 2001. Lá estiveram o vice-presidente J. D. Vance e os anteriores presidentes Bill Clinton, George W. Bush, Barack Obama e Joe Biden.

Donald Trump ficou-se por uma breve deslocação da Casa Branca ao Pentágono, situado a um quarto de hora de distância. Foi lá que discursou, usando palavras que me soavam esquisitas. Não tardei a perceber porquê: dizia “we” e “liberties”. Vocábulos que costumam estar banidos do seu glossário. Aquilo tresandava a falso.

O verdadeiro Trump, no solene dia de ontem, foi aquele que emergiu em imagens e sons de arquivo, captados há precisamente um quarto de século. Com a cidade em escombros fumegantes, as cinzas espalhadas pelo ar e gritos de dor lançados ao céu em cada recanto daquela paisagem devastada, o actual ocupante da Casa Branca apareceu num canal de televisão vangloriando-se de voltar a ver a sua torre – situada no n.º 40 de Wall Street – novamente como o «maior edifício da baixa» novaiorquina. Graças à tragédia.

No fundo, não enganava ninguém. Já era então, ainda fora da política, como todos sabemos hoje: narciso patológico, totalmente desprovido da mais elementar empatia humana.

Um destroço moral.

7 comentários em “Um destroço moral”

  1. Pedro Correia…

    Se há alguém que não é “Um destroço moral” é o Trump.

    Ele devia ter estado na cerimónia oficial evocativa do “9/11”.
    Não esteve. Esteve o J. D. Vance (Vice-Presidente dos E. U. A.).
    Também estiveram presentes os seguintes ex-Presidentes dos Estados Unidos da América:
    Bill Clinton,
    George W. Bush,
    Barack Obama,
    Joe Biden.
    Faltou o Donald J. Trump.
    Preferiu estar no The Pentagon (“Pentágono”), numa
    cerimónia evocativa do “11 de Setembro” (2001).
    Nessa cerimónia também esteve a Condoleezza Rice,
    a afro-americana que fez parte da Administração Bush
    (filho). A Condoleezza Rice lamentou não terem evitado
    o “9/11”, mas não pediu desculpa. Devia ter pedido…
    Mas pedir desculpa é admitir a culpa… Por isso…

    O “9/11” foi um “inside job”.

    Vejam o documentário “LOOSE CHANGE 2ND EDITION”,
    do Dylan Avery. Deu na R. T. P. 2, a 8 de Setembro de 2006,
    com o título “11 DE SETEMBRO: CONSPIRAÇÃO INTERNA”.

    O Osama bin Laden não teve nada a ver com o assunto,
    como o próprio, aliás, afirmou na altura.

    Cumprimentos.

    João Barros da Costa

    1. Você não devia estar a dançar o can-can com as majorettes MAGA na convenção monárquica do Partido Ex-Republicano?

      1. Não. Se eu estivesse com “as majorettes MAGA”
        não era para dançar o “can-can”. Deixo isso para si.

        João Barros da Costa

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