"No início, ninguém dá nada por eles. Mas, pouco a pouco, vão conseguindo afirmar o seu espaço. Não se lhes conhece nada de significativo, mas começa a dizer-se deles que são porreiros. Geralmente estes tipos porreiros interessam-se por assuntos também eles porreiros e que dão notícias porreiras. Note-se que, na política, os tipos porreiros muito frequentemente não têm qualquer opinião sobre as matérias em causa mas porreiramente percebem o que está a dar e por aí vão com vista à consolidação da sua imagem como os mais porreiros entre os porreiros. Ser considerado porreiro é uma espécie de plebiscito de popularidade. Por isso não há coisa mais perigosa que um tipo porreiro com poder. E Portugal tem o azar de ter neste momento como primeiro-ministro um tipo porreiro."
Obrigatório: Helena Matos, hoje no Público.

‘Porreiro?!
Ele há outros qualificativos, mas OK…
Li. Gostei muito. E recomendo também.
Cara Ana Margarida:
Tem toda a razão e geralmente conseguem enganar muita gente, mas não todos, que é isso que esperamos no dia de colocarmos os votos na urna.
No fundo, estamos “porreiramente”, á espera, do que isto vai dar e ficaremos “porreiros”, se ele e a sua “corte de bajuladores”, porreiramente nos deixarem em paz.
Porreiro, pá para todos nós.
Na verdade, os “tipos porreiros” do tipo deste nosso PM são um perigo. Não que ele, (logo após ter vencido as eleições e ainda no discurso de tomada de posse) não tivesse dito ao que vinha… mas para quem tinha acreditado e votado nele, já era tarde de mais… As pedras no sapato que, desde logo, demonstrou trazer contra este ou aquele grupo ou classe profissional, foram a pedra de toque de toda a sua actuação futura. Não que eu considere que não eram necessárias reformas e algumas delas eram até indispensáveis, é certo. O que está mal, péssimo, neste “porreirismo socrático” é o acinte, a adtsringência, o azedume, com que tudo levado a cabo. Em vez de ter levado a cabo reformas tranquilas, Sócrates conseguiu irritar tudo e todos na sociedade portuguesa. Mas como é um tipo “porreiro”, talvez os portugueses ainda não tenham desta vez aprendido a lição e voltem a cair mais uma vez no seu engodo. E, atenção!, ele tem muitos, muitos rebuçados para lhes dar durante os próximos tempos e povo sempre gosta de um docinho na boca…
Sócrates?, – “É um tipo porreiro, pá, porreiro!…”
Esta gente porreira
sempre tão popular,
parece muito guerreira
mas é só história de embalar!
Da popularidade são viciados,
idolatrando as aparências,
os seus ideais anunciados
são de fúteis incoerências!
O mexilhão amedrontado
pelo nacional porreirismo,
tem o seu orgulho maltratado
por este falso moralismo!
A confusão que me faz nesta conversa do gajo porreiro é que parece que ninguém se lembra ou quer lembrar das condições do país à data em que o gajo porreiro foi eleito. Tinham todos melhor alternativa? Se tinham é uma pena não terem convencido o povo português, no qual me incluo, que não viram outra alternativa senão votar no gajo porreiro para isto não cair de vez. Eu por acaso também acho que a Helena Matos é uma gaja porreira. Muito obrigada pela atenção.
Olá, Confusa. Lamento dizer isto, mas há quatro anos vivíamos melhor.
Cara Confusa:
Alternativas até havia e como diz o Pedro Correia, viviamos melhor a apenas 4 anos, mas com a governação Socrática como diz o outro, demos o “passo em frente”, pois para alguns o pais melhorou, mas para maioria dos Portugueses (e isso é que interessa) estamos “porreiramente” cada vez pior e em tudo.
Muito obrigada pela resposta ao Pedro Correia e ao Carlos Dias Ferreira. Confesso no entanto que não estou convencida, pela simples razão de que há 4 anos, em teoria, TODO MUNDO vivia melhor. Resta saber se viveríamos hoje melhor com a alternativa que se apresentava na altura a eleições, essa é que para mim é a questão. E também saber quais são as políticas alternativas que se apresentam para nos tirarem do buraco. Só vejo snipers e ninguem a querer realmente queimar as mãos. . Pessoalmente vivo na mesma. Sou uma privilegiada, tenho emprego. Mais uma vez grata pelo espaço que me concederam.
Apareça sempre. Este é um espaço de convívio e de troca permanente de ideias.