Um passeio na avenida


Teresa Ribeiro,

Não há nada como ganhar uma certa rodagem nestas coisas. Responder ao repto da Marta já foi, para mim, um autêntico passeio na avenida (onde é que eu já ouvi isto?)

 

– Tenho uma relação algo paradoxal com a minha tribo (as mulheres). Às vezes alterno "misoginia" e feminismo com uma ligeireza que até a mim me surpreende

– O meu sonho para a velhice era passá-la numa quinta entre animais e couves

– Entre os 13 e os 15 anos fui maoísta. Cheguei a vender o Luta Popular (jornal do MRPP). A minha carreira como ardina acabou quando percebi que a sociedade sem classes era uma cenoura. O que fazia de mim uma burra

– O objecto que mais adoro é uma Nikon FM que me acompanha há muito tempo

– Demorei anos até consentir ser domesticada por um telemóvel, objecto de controlo remoto cujo fascínio tenho dificuldade em entender

– O conceito de darwinismo social enfurece-me. E o de darwinismo amoroso (acabei agora de inventar)… também

 

Passo a corrente a Ana Margarida Craveiro, José Gomes André, André Couto, António Manuel Venda, Jorge AssunçãoVieira do Mar. Fica tudo em família. 

6 comentários em “Um passeio na avenida”

  1. Eu também tenho uma relação algo paradoxal com a minha tribo. O meu sonho para a velhice também era passá-la numa quinta (desde que ao pé do mar e com a prancha sempre por perto). Também já fui maoísta. E demorei anos até consentir ser domesticado por um telemóvel, apesar de ainda termos uma relação fria. Quanto ao darwinismo, o Pedro Correia antecipou-se e fez a pergunta que desejava fazer. Mas a Nikon FM não é o objecto que mais adoro e sim a minha prancha de bodyboard. Seremos almas gémeas? LOL. :)))

  2. Quanto ao darwinismo amoroso, Pedro e Mike, é uma transposição que eu fiz do darwinismo social. Há muita gente que enquadra as relações afectivas num contexto de mercado onde a competição é permanente e impera a lei do mais forte, que neste caso é a pessoa que tiver maior capacidade de sedução. Eu rejeito em absoluto essa forma de encarar a vida afectiva, que está na base das fragilidades e inconsistências que caracterizam muitas das relações que vemos nascer e fenecer à nossa volta.

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