O PS começou a provocar a oposição. Talvez por andar a sentir-se muito isolado e precisar de ver a oposição vir a terreno, para tentar orientar o seu discurso.
José Sócrates, por exemplo, desafiou a oposição a vir explicar o que deve fazer-se que não esteja já a ser feito para enfrentar a crise.
Por seu turno, também Santos Silva desafiou a líder do maior partido da oposição a vir dizer se gosta ou não do cartaz do ‘Pinócrates’ produzido pela JSD.
Os dois casos parece fazerem parte da mesma estratégia. O que os diferencia é que, se fosse na hierarquia católica romana, o primeiro era digno de cardeal e o segundo era mais de pároco de aldeia.

A discricionariedade legislativa
dos directórios partidários,
favorece a acção corporativa
de meia dúzia de beneficiários.
O papel do deputado,
outrora de efectiva nobreza,
tem sido adulterado
pela política moral pobreza.
O ambiente selvagem
na lusitana democracia,
conduzirá à voragem
da política iliteracia.
O medo não é para todos,
nem vestem a pele das cabalas,
há quem coloque uns toldos
que mais parecem umas palas!
Fresquíssima…
Espero que a Dra. Ferreira Leite lhe dê o mais completo desprezo, que ele merece.
Como costumo dizer (e desculpem a repetição), há uma campanha negra contra a classe política organizada, precisamente, pela classe política.
O PS pode sentir-se isolado… talvez.
O que é certo, é ser ano de eleições e a população já sabe o que o PS faz (bem ou mal); os outros partidos só criticam e não mostram nada de novo ‘cá aos votantes’.
O que esperam os outros partidos? Um cheque em branco? Estão a guardar as ideias para as ‘despejarem’ antes das eleições? Ou a Comunicação Social não lhes está a dar ‘voz’ suficientemente ‘alta’ para se fazerem ouvir?
Aguardemos.