Um PS, dois sistemas


João Carvalho,

O PS começou a provocar a oposição. Talvez por andar a sentir-se muito isolado e precisar de ver a oposição vir a terreno, para tentar orientar o seu discurso.

José Sócrates, por exemplo, desafiou a oposição a vir explicar o que deve fazer-se que não esteja já a ser feito para enfrentar a crise.

Por seu turno, também Santos Silva desafiou a líder do maior partido da oposição a vir dizer se gosta ou não do cartaz do ‘Pinócrates’ produzido pela JSD.

Os dois casos parece fazerem parte da mesma estratégia. O que os diferencia é que, se fosse na hierarquia católica romana, o primeiro era digno de cardeal e o segundo era mais de pároco de aldeia.

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5 comentários em “Um PS, dois sistemas”

  1. A discricionariedade legislativa
    dos directórios partidários,
    favorece a acção corporativa
    de meia dúzia de beneficiários.

    O papel do deputado,
    outrora de efectiva nobreza,
    tem sido adulterado
    pela política moral pobreza.

    O ambiente selvagem
    na lusitana democracia,
    conduzirá à voragem
    da política iliteracia.

    O medo não é para todos,
    nem vestem a pele das cabalas,
    há quem coloque uns toldos
    que mais parecem umas palas!

  2. Como costumo dizer (e desculpem a repetição), há uma campanha negra contra a classe política organizada, precisamente, pela classe política.

  3. O PS pode sentir-se isolado… talvez.
    O que é certo, é ser ano de eleições e a população já sabe o que o PS faz (bem ou mal); os outros partidos só criticam e não mostram nada de novo ‘cá aos votantes’.
    O que esperam os outros partidos? Um cheque em branco? Estão a guardar as ideias para as ‘despejarem’ antes das eleições? Ou a Comunicação Social não lhes está a dar ‘voz’ suficientemente ‘alta’ para se fazerem ouvir?
    Aguardemos.

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