Vou ainda um pouco mais longe do que o André, aqui em baixo: o CDS acaba de dar um passo de gigante para o seu definitivo desaparecimento da cena partidária nacional por se tornar uma inutilidade política. Ao abdicar avançar com listas próprias para a Câmara de Lisboa, diluindo-se numa coligação liderada pelo PSD na capital, desvaloriza-se como partido alternativo à direita. Como se a (presumível) democracia-cristã devesse andar a reboque da (alegada) social-democracia. Isto acontece, note-se, no momento em que o partido laranja enfrenta as mais desfavoráveis sondagens da sua história e menos de dois anos após os sociais-democratas terem recolhido a percentagem mais baixa de sempre em Lisboa – 15,7%, com uma lista encabeçada por Fernando Negrão. E numa altura em que as mais recentes pesquisas de opinião até demonstram alguma capacidade de recuperação do CDS, face às desastrosas lideranças que se têm sucedido no PSD. Isto de nada vale quando falta a coragem de enfrentar o teste eleitoral com listas autónomas em Lisboa, Porto e Coimbra. O interesse político à mercê do cálculo matemático? Veremos se as contas no fim não saem furadas.
Uma inutilidade política
Patrícia Reis,

era era ridiculo que a Direita não fosse unida na conquista da capital , apenas por motivos de partidatrite e vaidades
Você parece esquecer que a última vez em que a direita ganhou as autárquicas em Lisboa ia desunida.
os tempos mudam! e a receita não pode ser sempre a mesma para circunstancias diferentes
Verdade seja dita que já é tempo de o CDS desaparecer, para dar lugar a um verdadeiro partido da direita liberal (em grande parte vindo de uma cisão no PSD?)
E por acaso repararam em quantos, sim, QUANTOS foram os militantes de Lisboa, sim, DE LISBOA, que votaram? Parece que uns 160. Ena, tantos! Até o MRPP deve ter mais militantes em Lisboa!