7 comentários em “Uma questão de prioridades”

  1. Quer dizer: pode acabar o trânsito automóvel na baixa lisboeta, excepto para o táxi que levar a Fernanda Câncio até à porta de uma loja? Ah, ok! E pode ficar à porta à espera para depois levá-la a outra loja, ou a outra loja tem de ficar para outro dia?

  2. Custa-me ver a F. sempre a generalizar, a classificar á sua maneira. Para ela, apenas existem dois tipos de pessoas:
    – Os maus: “Quem passa de carro na Baixa […] de janelas bem fechadas, e que acha que ali não mora ninguém e que para ir às compras é no Colombo”
    – Os bons: quem vive nas ruas da Prata ou do Ouro passar a poder abrir as janelas e não sentir a casa tremer nas horas de ponta

    E portanto, quem for contra os bons, é um grandessíssimo egoista.

    Já para não falar na vantagem de sair á porta da loja, quando se vem de táxi.

    Aqui está um excelente artigo de opinião a defender o desaparecimento do trânsito na baixa.

    Nota: à primeira vista, também sou a favor da diminuição do trânsito na baixa. Mas se me apresentarem argumentos destes… sou contra.

    1. O “a” sem h quando leva acento –> “à” e não “á”.

      Ou para além de ignorar medidas ambientais e econémicas ecológicas também não acredita na ecologia da lingua portuguesa?

  3. É, de facto, notável. Em primeiro lugar, porque claro está que para levar pessoas a algum sítio a melhor forma é dificultar-lhes o acesso e o estacionamento. Em segundo lugar, e isto é muito representativo das pessoas de esquerda que não fazem ideia dos constrangimentos financeiros das outras pessoas (porventura faltou-lhes o envolvimento em alguma organização católica de acção social), uma pessoa que diz que a melhor forma de se deslocar para a Baixa é utilizando táxis (nem sequer sugerindo mais autocarros com paragem na Baixa, ou shuttles entre os parques de escionamento próximos e a Baixa) não tem a mínima noção. E de duas coisas: que a maior parte das pessoas não tem dinheiro para pagar táxis sempre que quer ir às compras; e que o comércio da Baixa actualmente não se destina a quem tem dinheiro para gastar em táxis. Enfim, sucessões de disparates.
    (Já agora diga-se que vivi na Graça até há pouco tempo e conheço bastante bem a Baixa).

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