Eu era miúdo, mal saído da infância, ela já adulta. Foi um dos meus primeiros amores de adolescência. Linda: parecia uma princesa. Invejei o imbecil do Travolta: queria estar no lugar dele na película que ambos fizeram lá para finais dos anos 70. Filme foleiro, disseram alguns, sem perceberem que aquilo era uma festiva celebração da vida. Fugaz instante que tão cedo se esvai.
Demasiado cedo, no caso da minha sempre amada Sandy, também chamada Olivia Newton-John.

Está tudo explicado.
Preferes o Manuel João Vieira?
O Grease foi um filme marcante na minha juventude. Aquele ar de menina bem comportada e serena que nunca perdeu fez dela a eterna Sandy.
Apenas a Olívia se retirou de cena. A Sandy ficará sempre por cá.
Foi um filme que ameidetestei.
Amei por ela, a Sandy Olsson.
Detestei por ele.
É um tanto injusto com o rapaz, Pedro. Ele não cantava nada de jeito, mas dançava bem ( e se dançava bem!) e era muito jeitoso. Ela sim cantava muito bem.
Só consegui voltar a vê-lo muitos anos depois, Dulce. Naquele filme do Tarantino, em que também dançava, embora num ritmo bastante diferente.
Também me deixei encantar pelos filmes “Febre de Sábado à noite” e “Brilhantina”… e se calhar também invejei o John Travolta, a quem ninguém, mas mesmo ninguém, augurava então a brilhante carreira de actor que tem tido… Invejas!… E a Olívia também concorreu ao Festival da Eurovisão, em 1974, com “Long Live Love”, perdendo para os ABBA, ainda antes de fazer os filmes com John Travolta. Trauteávamos muito mais a canção dela do que o “Waterloo” dos ABBA. E como me intrigava aquela passagem cromática em “glory, alleluia!”…
É algo do nosso tempo que se vai, dizendo-nos que estamos mesmo a caminho…
Ainda hoje embirro com o Travolta. Por causa dela.
https://www.youtube.com/watch?v=ucU5c9i lIIc