Uma rapariga do meu tempo


Pedro Correia,

Eu era miúdo, mal saído da infância, ela já adulta. Foi um dos meus primeiros amores de adolescência. Linda: parecia uma princesa. Invejei o imbecil do Travolta: queria estar no lugar dele na película que ambos fizeram lá para finais dos anos 70. Filme foleiro, disseram alguns, sem perceberem que aquilo era uma festiva celebração da vida. Fugaz instante que tão cedo se esvai.

Demasiado cedo, no caso da minha sempre amada Sandy, também chamada Olivia Newton-John

10 comentários em “Uma rapariga do meu tempo”

  1. O Grease foi um filme marcante na minha juventude. Aquele ar de menina bem comportada e serena que nunca perdeu fez dela a eterna Sandy.
    Apenas a Olívia se retirou de cena. A Sandy ficará sempre por cá.

  2. Também me deixei encantar pelos filmes “Febre de Sábado à noite” e “Brilhantina”… e se calhar também invejei o John Travolta, a quem ninguém, mas mesmo ninguém, augurava então a brilhante carreira de actor que tem tido… Invejas!… E a Olívia também concorreu ao Festival da Eurovisão, em 1974, com “Long Live Love”, perdendo para os ABBA, ainda antes de fazer os filmes com John Travolta. Trauteávamos muito mais a canção dela do que o “Waterloo” dos ABBA. E como me intrigava aquela passagem cromática em “glory, alleluia!”…
    É algo do nosso tempo que se vai, dizendo-nos que estamos mesmo a caminho…

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