Advinhe, caro leitor, quem salientou a necessidade de romper com as políticas socialistas que ocorreram nos últimos 15 anos e hoje, no âmbito dessa suposta ruptura, advogou a criação de um Ministério do Planeamento com os presidentes das CCDR equiparados a secretários de Estado? Valerá a pena lembrar que foi Elisa Ferreira no Governo PS de António Guterres quem equiparou os presidentes das CCDR a subsecretários de Estado, decisão essa que foi posteriormente extinta por Miguel Relvas e pelo Governo do PSD de Durão Barroso?
É esta a ruptura com as políticas socialistas que Paulo Rangel tem para apresentar? Uma ruptura que passa por recuperar medidas de um Governo socialista? Realmente, como nota Miguel Relvas, estamos perante mais um exemplo de uma proposta "sem sentido, inadequada, do passado e sem bom senso".

Tem razão. São as mesmas politicas “regionais”. Rangel quer rupturas? Quer, sim senhor. Com rupturas de qualquer rasgo de regionalização…
Olhe que está enganado. Rangel insiste sempre em dizer que não tem nada contra a regionalização política. Veja, por exemplo, na conf. no IFSC. Rangel diz preferir mexer nas CCDR, mal como se vê e sem muita reflexão.
A ruptura poderia ser com a política do Governo, caso se traduzisse no repor da situação anterior a 2005. Lembro que a ANMP, na altura, emitiu parecer veemente e inequivocamente desfavorável ao projecto de diploma que alterava a forma de nomeação dos Presidentes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, que, de acordo com aquele propósito, passariam a ser, de novo, de exclusiva responsabilidade governamental(antes, eram eleitas),