Uma vez mais…


Paulo Gorjão,

… a sintonia entre Aníbal Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite é indisfarçável.

19 comentários em “Uma vez mais…”

      1. João Carvalho,

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        João Carvalho, <BR class=incorrect name="incorrect" <a>marginal</A> porquê ? <BR>Não será lícito pensar que essa consonância possa vir a ser prejudicial para o próprio Cavaco em termos de reeleição presidencial ?
        1. Era natural que já tivesse lido mais comentários aqui colocados. Teria encontrado facilmente aquilo que penso. Vou repetir-me.
          «Sempre que haja sintonia, nisto e naquilo, não vejo por que seria aconselhável disfarçar.
          No Parlamento, quantas vezes há sintonia entre o PS e o PSD? E entre o PCP e o BE? E entre o PS e o PCP? E entre o CDS e o PSD? E tantas outras sintonias casuais? Por que razão não haveria sintonias aqui e ali em Belém? Sempre ouvi dizer que é muito mais o que une os homens do que aquilo que os separa.
          Quantas vezes já houve sintonia entre Belém e o Governo? Veja-se: a recusa do referendo ao Tratado de Lisboa é (foi) apenas uma das primeiras. E nenhuma das partes viu necessidade de disfarçar.»
          Portanto, a minha resposta à sua pergunta é: não, não acho.

          1. Ok, João Carvalho,
            e eu aceito perfeitamente a sua opinião. Não sou daqueles que considera que só a minha é verdadeira. Por isso existem espaços como este para discussão calma e cordata dos assuntos.
            Contudo, e na minha opinião, o convergência focada, nem na essência nem no tempo é comparável àquelas que mencionou.
            Mas, já agora, posso afiançar-lhe que sou leitor assíduo dos seus post , quer concorde ou não com eles, e isso não nos aproxima ou distancia politicamente mais ou menos. Apenas demonstra respeito pelo opinador .
            Saudações

            1. Acontece que, do que eu disse antes, fica um dado importante: o mais natural é que duas pessoas estejam de acordo, aqui e ali. Seja entre Belém e S. Bento, seja entre si e mim. É natural e estranho seria que nunca acontecesse. Não acho que seja coisa para disfarçar.

              No caso vertente, sobre as obras de grandes encargos ditas megalómanas, pode dizer-se de modo simplificado o seguinte: ou se está a favor do seu avanço rápido, ou se está contra. Quer dizer: as opções são apenas duas, sendo a primeira coincidente com a perspectiva do governo e a segunda não (como acontece com o PSD).

              Conclusão: Belém seria sempre alvo do reparo de estar a favor de S. Bento ou de estar a favor do PSD. Reduzido isto a esta curta dimensão, parece-lhe razoável ou sequer interessante? Não creio. E, portanto, não pode beliscar minimamente a posição (mesmo institucional) de quem quer que seja.

            2. De novo afirmo que compreendo o que diz , só que não estou de acordo consigo.
              Só mais uma coisa:
              Institucionalmente não existe equidistância igual entre o PR e S.Bento e o PR e um partido.
              Mais uma vez, Saudações.

  1. … e com tantos outros como Campos e Cunha, por exemplo, já agora, não?
    O PSD tem as costas largas, eheh
    – E porque é que pela primeira vez em 36 anos de democracia um PR não pode estar em sintonia com um líder de direita?
    Se assistimos a vida toda ao seu exacto contrário?

  2. Caro Paulo:

    Por acaso, em 2005, não vi tanta preocupação, com a sintonia, que existiu, entre o PR da altura, e o PS.
    Direi apenas, que temos de ser corentes, mas acima de tudo ter memória.

  3. Sempre que haja sintonia, nisto e naquilo, não vejo por que seria aconselhável disfarçar, Paulo.

    No Parlamento, quantas vezes há sintonia entre o PS e o PSD? E entre o PCP e o BE? E entre o PS e o PCP? E entre o CDS e o PSD? E tantas outras sintonias casuais? Por que razão não haveria sintonias aqui e ali em Belém? Sempre ouvi dizer que é muito mais o que une os homens do que aquilo que os separa.

    Quantas vezes já houve sintonia entre Belém e o Governo? Olha: a recusa do referendo ao Tratado de Lisboa é (foi) apenas uma das primeiras. E nenhuma das partes viu necessidade de disfarçar.

    1. Caro João Carvalho, eu não estou a fazer nenhum juízo de valor sobre o assunto. A questão que coloco, meramente especulativa, é sobre a reacção do eleitorado. Nada mais.

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