Sobre o post abaixo, acho que o Carlos Barbosa de Oliveira discorre com seriedade. Acontece, porém, que Lopes da Mota, se bem percebi as notícias mais recentes, já deu uma inesperada resposta a uma pergunta que creio que ninguém lhe fez: afinal, invocou os nomes de José Sócrates e Alberto Costa. Indevidamente, conforme disse.
Aumentaram as suspeitas sobre o papel do magistrado que preside ao Eurojust nesta história ainda tão mal contada? É evidente que aumentaram. Com a agravante de permitir mais um chorrilho de interpretações, especulativas ou não. E as impressões pessoais de Ana Gomes sobre Lopes da Mota não vêm ao caso — só me espanta que ela misture a toda esta lamentável história aquele costume popularucho tipo "é bom rapaz".

Não é preciso haver queixa nenhuma neste caso: o próprio Lopes da Mota já reconhece, ao semanário Sol, ter invocado os nomes de Sócrates e Alberto Costa. Para um magistrado que tem por incumbência, enquanto presidente do Eurojust, assegurar a ligação entre investigadores britânicos e portugueses no caso Freeport, não está nada mal. Verdadeiramente edificante.
João, Eurojust não é o comboio que liga França a Inglaterra. Não é.
Não???
“As coisas nunca são como nós sabemos muito bem que elas são”.
(citei de memória a frase da Clara pinto Correia,de um livro para adolescentes “Quem tem medo compra um cão”, mas acho que se aplica a tudo o que se vê a passar, a passar, a passar)
Cheira-me que há muitos compradores de cães em torno do Freeport.