Pedro Santana Lopes pode não perceber muito de música clássica, mas é doutorado em táctica política. O seu a seu dono: no início de Dezembro, quando ainda ninguém tocava publicamente no assunto, Santana Lopes foi o primeiro — se não estou enganado — a alertar para a hipótese de José Sócrates querer antecipar as eleições legislativas. Houve até quem dissesse que a hipótese não tinha pés nem cabeça. Um mês depois estamos todos a chegar à conclusão que afinal é capaz de ser verdade.
Violinos de Chopin
Paulo Gorjão,

Verdade. Confesso até que já tenho pensado nisso nas últimas semanas, mas sem grande vontade para escrevê-lo. Sim, eu sei que Santana é intuitivo e que anda há muitos anos a conviver com estas coisas, mas… Que querem? Tirem-me o homem da frente. De uma vez por todas.
Já agora, para certos sectores do PSD, será bom lembrar que a escolha de Santana foi fatal para Manuela Ferreira Leite. Não estou a dizer que foi o princípio do fim, porque ela nem teve tempo para o ‘entretanto’. Mas que arquivou definitivamente qualquer espectativa que ainda tivesse sobrado, lá isso arquivou.
Sem dúvida, Paulo.
E se a memória não me atraiçoa um dos muitos que logo fez ressoar a habitual ladainha contra tudo aquilo que de vem PSL , foi o Nostradamus da análise política nacional aos domingos à noite na RTP. Não conseguir ler o óbvio, análises falhadas umas atrás das outras, fazem hoje de Marcelo uma espécie de Mestre Alves da adivinhação política!
Tem razão. O Santana falou no Porto, dia 4 de Dezembro, e logo no domingo seguinte MRS lhe cascou pelo «disparate» que tinha dito. Afinal…
Também é verdade, sim. Eu próprio não o disse no primeiro comentário, mas foi Marcelo o primeiro a fazer chacota do caso.
Acho igualmente muito interessante ver Anti e Pró unidos na mesma luta!!! Entende-se: é urgente arranjar razões para digerir elefantes. Ou, à falta de melhor, encontrar uns digestivos que façam bem à mente…
Sinto-me lisonjeado. Já tive direito a receber três comentários do Sr João Carvalho. Se isso lhe afaga o ego, esteja à vontade, sirva-se. Mas faça-me uma coisa, não tente imaginar dragões e fantasmas em maquiavélicas conspirações contra não sei o quê. Para que conste não tenho blog absolutamente nenhum, e Ant são as três primeira letras do meu nome a qual acrescentei um I. É que sabe, hoje em dia nesta choldra onde vivemos e respiramos este ar pestilento não há nada ou quase nada que me faça ser PRÓ de alguma coisa!
Cumprimentos
Pode tratar-me só pelo nome, entendido? Quando quiser usar a lisonja escreva ‘senhor’ por inteiro (a minha educação é latina, não tenho hábitos anglo-saxónicos).
Sobre a choldra em que diz viver, não sei onde e com quem anda metido, mas mude-se: o ar que eu respiro nada tem de pestilento.