São coisas como esta que nos fazem acreditar que, de repente, o planeta começa a rodar ao contrário e nada está garantido. A notícia de que as abelhas estão a desaparecer teve um impacto inesperado em mim. Como é um mundo sem abelhas? Custa-me imaginar. Preocupo-me. Afinal, o que é que está a acontecer às abelhas? Ninguém sabe. Um apicultor chegou um dia ao campo onde tinha 400 colmeias e não estava lá nem uma abelha. Procurou no chão e não havia cadáveres de abelhas. Viu dentro das colmeias e os favos estavam intactos, a pingar mel. Em circunstâncias normais, se as abelhas tivessem abandonado a colmeia, outras estariam a aproveitar aquele mel, explica ele, angustiado. O fenómeno do desaparecimento das abelhas está a acontecer em toda a parte. Há cientistas que julgam tratar-se de um virus que ataca as abelhas mestras e as fez perder a orientação e a memória. Há quem diga que são os pesticidas. Outros defendem que é o stress. Claro que sem abelhas há menos polonização. Há menos frutas, legumes e flores. Não sei prever como será um mundo sem abelhas, mas imagino que seja semelhante a um mundo sem infância.
Winnie agoniza
Cristina Ferreira de Almeida,


Acrescento que há milhões de colmeias vazias por todo o mundo. Para já 100 espécies de flora que dependem de polonização estão em risco. Alguns epicultores falam em perdas de 90 por cento das suas abelhas.
Este ‘post’ fez-me lembrar aquela série televisiva que desvenda os segredos da magia. Para pior, muito pior.
Não vale!
Já estava aqui antes de ires lá abaixo dar-me o recado!
pfff, tá bem abelha!!
e eu, o que digo? que haja calma, pois mesmo que as abelhas desaparecessem todas ainda ficavam as mulheres para garantir e eternizar as ferroadas…
cumprimentos, amiga.
:-))
Estou desanimada. Vou voltar ao Sócrates blá blá no próximo post. E quando quiserem por mel nas torradinhas e não houver, vão lembrar-se de que eu avisei.
Já me diseram que não haverá uma pandemia de gripe das abelhas.
As nossas amigas abelhas, de que muita gente não gosta, são vitais para assegurar o equilíbrio ecológico, nomeadamente ao garantir a perpetuação de muitas espécies vegetais. É por isso que já soam sinais de alarme em vários países, nomeadamente nos EUA, onde há já estados inteiros sem vestígios de abelhas. Fizeste muito bem em falar disto, Cristina. Não há ‘progresso’ garantido em área nenhuma. E na natureza muito menos.
Ai! Vem aí a gripe da abelha?
Não. Mal o mel está a acabar, o que é péssimo.
Há uma por cá que bem podia desaparecer: a abelha maia. Não me parece que o planeta ficasse muito desequilibrado com isso…
Aparentemente, algumas abelhas vindas da Rússia que são resistentes a alguns parasitas estão a ser introduzidas nos EUA e isso está a começar a a aliviar o problema.
Tanta coisa em volta de armas nucleares e os russos acabam por conquistar os EUA usando abelhas…
Eu creio que já ouvi dizer que isto é um daqueles “papões” made in USA, que não tem realidade mundial. É verdade que as abelhas estão a desaparecer nos EUA, e talvez nalguns outros sítios, mas não estão a desaparecer em todo o mundo, pelo contrário, há países onde se regista um bom aumento do número de abelhas. Mas, como para os americanos o mundo termina nas fronteiras dos EUA, dizem logo que se trata de um desaparecimento generalizado das abelhas.
Já agora, “apicultores” e não “epicultores”.
Conheço apicultores (api) ribatejanos que há dois anos se queixam do mesmo. Os números, tirei de um artigo da Scientific American. Por mais anti-americanismo que tenha, admita que a ciência nos EUA não é propriamente desprezível.
São as antenas retransmissoras das operadoras dos telemóveis !