Olho para a televisão. Está a passar um exterior sobre património arquitectónico construído. Escavações em Coimbra. «Só este claustro está aberto ao público, o outro vê-se ali ainda por escavar» – explica uma técnica entendida na matéria. «Mas mesmo sem escavações está protegido pela cortina de contenção periférica.»
Deixem-me que repita: "cortina de contenção periférica". As coisas que esta gente sabe. Deve ser o limite da "zona de protecção" do meu tempo, que era simplicidade a mais. "Cortina de protecção periférica". É giro. Não posso esquecer-me. Tenho de acompanhar a mudança de paradigma ou ainda me sujeito a correr um risco sistémico.

Não vi a reportagem em questão e, portanto, corro o risco de não saber se a expressão foi correctamente aplicada pela Arqueóloga (ou técnica de Arqueologia), ou não.
De qualquer forma, as expressões “zona de protecção” ou “cortina de contenção periférica” não significam, em Arqueologia, a mesma coisa. Não constituindo, por isso ,qualquer mudança de paradigma…
A “cortina de contenção”, que neste caso é periférica, não é o limite de uma qualquer zona de protecção, constituindo antes uma técnica de escavação arqueológica de suporte de estruturas, utilizada, geralmente, em intervenções de emergência.
O termo não é, de todo, uma “modernice”!
🙂
Nada como conhecermos o luxo de ser lidos por ‘experts’. Grato pela informação. Fica assim tudo explicado por quem sabe.
Pela minha modesta parte, fica-me o desconforto de já ter perdido uma qualquer mudança de paradigma anterior…
Ou, então, corre o risco de lhe chamarem ‘saloio’, descatualizado e/ou outros ‘mimos’ piores.
Pois é. Algum risco corro sempre.
Estamos sempre a aprender. Esse paradigma não muda.
Ou?
Continuação de BEA
:)))
BEA para si também, Maria do Sol. Boas continuações.
Basicamente.
Achas que ponha a cortina de contenção periférica em cima da mesa?
Oh caramba, o Pedro básicamente tirou-me a palavra da boca…:)))
Não faz mal: ponha-a em cima da mesa.