“Zona de protecção” já era


João Carvalho,

Olho para a televisão. Está a passar um exterior sobre património arquitectónico construído. Escavações em Coimbra. «Só este claustro está aberto ao público, o outro vê-se ali ainda por escavar» – explica uma técnica entendida na matéria. «Mas mesmo sem escavações está protegido pela cortina de contenção periférica.»

Deixem-me que repita: "cortina de contenção periférica". As coisas que esta gente sabe. Deve ser o limite da "zona de protecção" do meu tempo, que era simplicidade a mais. "Cortina de protecção periférica". É giro. Não posso esquecer-me. Tenho de acompanhar a mudança de paradigma ou ainda me sujeito a correr um risco sistémico.

10 comentários em ““Zona de protecção” já era”

  1. Não vi a reportagem em questão e, portanto, corro o risco de não saber se a expressão foi correctamente aplicada pela Arqueóloga (ou técnica de Arqueologia), ou não.
    De qualquer forma, as expressões “zona de protecção” ou “cortina de contenção periférica” não significam, em Arqueologia, a mesma coisa. Não constituindo, por isso ,qualquer mudança de paradigma…
    A “cortina de contenção”, que neste caso é periférica, não é o limite de uma qualquer zona de protecção, constituindo antes uma técnica de escavação arqueológica de suporte de estruturas, utilizada, geralmente, em intervenções de emergência.
    O termo não é, de todo, uma “modernice”!
    🙂

    1. Nada como conhecermos o luxo de ser lidos por ‘experts’. Grato pela informação. Fica assim tudo explicado por quem sabe.
      Pela minha modesta parte, fica-me o desconforto de já ter perdido uma qualquer mudança de paradigma anterior…

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